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5º Mini Vigília do Pentencoste dia 28/01

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Quem me tocou? – A mulher do fluxo de sangue

(Lucas 8:43)
 
Seria mais um dia a mais de busca e desilusões como os outros?
Cansada e quase já sem esperança, fraca e solitária, reunindo as suas últimas forças em um esforço quase sobrenatural decide fazer mais uma tentativa.
Com passar dos anos seus sonhos se foram, seus projetos ficaram no passado. Conviver com a impossibilidade havia se tornado rotina em sua vida.  Como todas as jovens de sua época, havia feito planos para o futuro. Quem sabe encontrar um bom rapaz, casar, ter filhos, ser uma boa dona de casa… No entanto, a doença impossibilitou seus sonhos, dissipou suas esperanças.

Não encontramos na sua historia nenhum parente, nenhuma amiga, nenhum ombro disponível. Nem mesmo o seu nome é mencionado. Depois de doze anos o seu nome já não importa mais, ela é conhecida agora apenas pelo seu problema. Parece que todos já haviam desistido e a deixaram entregue a própria sorte.

Sabemos que ela havia procurado ajuda na medicina para solucionar o seu problema. Procurou os maiores especialistas de sua época, não mediu esforços, gastou tudo que tinha, mas não obteve nenhum resultado positivo.

Além dos efeitos físicos que a doença proporcionava, ainda tinha que conviver com a discriminação. Durante doze anos ela foi considerada imunda, assim estava impossibilitada de viver em comunidade.
No entanto, de alguma forma ela ouviu sobre Jesus, em seu angustiado coração começou germinar a sementinha da esperança. Mas como poderia se aproximar de Jesus?

A doença a havia deixado extremamente fragilizada, estava debilitada fisicamente e emocionalmente. Naquelas circunstancia a multidão se tornou um grande obstáculo. Pensava consigo. “Se eu tão somente tocar nas suas vestes serei curada”.

Era real a sua fé, estava convicta do poder e do amor de Jesus, mas mesmo assim, o medo de ser vista e repreendida quase a fez desistir. Mas estava tão perto a chance de libertar-se, não poderia deixar passar a oportunidade de recomeçar, de voltar a sonhar, não poderia abrir mão dessa possibilidade. Naquele momento, a fé se tornou uma ferramenta muito importante.

Ao superar os seus temores, decidida e silenciosamente, foi ao encontro de Jesus. Sem que ninguém percebesse, se aproximou e tocou em suas vestes. No mesmo instante, percebeu que estava curada.

Que toque! Que fé!

Muitas pessoas esbarravam em Jesus, a multidão o comprimia, mas Jesus distinguiu o toque de fé.
Veja, não foi Jesus que a tocou, neste milagre o toque foi da mulher, ela fez o esforço, saiu de sua casa, caminhou até Jesus e com fé estendeu a mão e tocou em Suas vestes. Ao tocar em Suas vestes ela tocou o Seu coração.

Este toque mudou definitivamente a sua vida.
Na meditação de hoje eu li uma frase que reflete bem a atitude de Jesus nesta história. “Deus vai fazer tudo para a minha salvação, menos a minha parte”.
Se a mulher tivesse fixado seus olhos na multidão, no preconceito, na sua fraqueza e impossibilidades o milagre não teria acontecido.

Ela jamais teria tido a oportunidade de voltar a sonhar. Reconquistar a sua liberdade, o seu direito de viver em comunidade, de poder ir ao templo para adorar.
Jesus, que até então parecia indiferente às necessidade e esforços daquela mulher, agora faz questão que toda aquela multidão tome conhecimento de sua fé. Poderia ter deixado que ela se afastasse silenciosamente como chegou, e provavelmente ninguém, nem mesmo os discípulos, teriam percebido o milagre ocorrido.

Mas, carinhosamente a chama de filha. “Filha a tua fé te salvou”. Consegue imaginar a suave e doce voz de Jesus te chamando de filha? Ele valorizou a sua atitude, deixou claro que sua fé fez toda diferença.
O amor e poder que estava disponível àquela mulher continuam à nossa disposição hoje. Só o que precisamos é sair da nossa zona de conforto, passar pela multidão e tocar com fé nas vestes de Jesus.

Que Deus nos abençoe!
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Família Um Projeto de Deus

Traição: separação ou perdão, qual a sua decisão?


Muitas mulheres casadas, ao serem traídas por seus maridos procuram aconselhamento sobre o que a Bíblia diz a respeito e o que elas devem fazer.


Aqui, vou expor meu pensamento sobre adultério e divórcio.

Segundo a vontade perfeita de Deus, nenhum casamento deveria ser desfeito, como Jesus fala quando questionado pelos fariseus que Deus uniu o homem e a mulher e sendo os dois uma só carne não deve haver separação no que Deus juntou, porém, pela dureza dos corações Móises autorizou que houvesse o divórcio desde que acontecesse o adultério (Mateus 19:3-11).


Diante disto percebo que a luz da Bíblia e da vontade de Deus é que a mulher tenha o seu marido e vice-versa, se houve traição, o que traiu cometeu um pecado que trará consequências, porém cabe ao que foi traído, no caso desse texto, às mulheres, decidirem o que fazer.


Opção 1 – Separação.

Provavelmente essa é a decisão que vem primeiro ao pensamento de quem foi traído. -Vou me separar! posso imaginar a pessoa repetindo isso para sim mesma inumeras vezes… ora chorando, ora com raiva, ora gritando.


A opção pela separação não configura pecado, pois está escrito que poderam se separar nesse caso. Mas, mesmo com toda a humilhação sofrida acredito que essa decisão merece ser vista e revista várias vezes pois mudará a vida dos dois e se tiverem filhos, dos filhos também.


Frutos dessa opção:

dor, sofrimento prolongado, rancor, mágoa. A pessoa pode tentar recomeçar uma vida nova, mas não será a mesma coisa. Uma separação traz uma dor tão ou mais forte que a dor gerada pela traição.

Filhos de um casamento destruido geralmente sofrem complexos de rejeição, tem dificuldades para se relacionar.

Opção 2 – Perdão


Ó opção difícil de ser tomada essa, PERDOAR.

Você pode se perguntar.. como assim perdoar? Ele me traiu, não tem perdão. Eu posso te dizer sem sombra de dúvidas que tem perdão sim! E em um caso como esses o perdão vai além de uma frase o perdão tem o poder de reconstituir o casal e a família.

Perdoar alguém que você ama e que te causou dor não é simples, não é rápido e nem fácil, é demorado, é doloroso, custa tempo, dedicação de ambos e um esforço quase sobre humano para superar e seguir a diante. Mas Deus não nos dá um peso maior do que o que suportamos carregar.


Nesses casos, perdoar não é permanecer casada e viver amargurada, triste, rancorosa, magoada com seu marido, deixando de fazer sexo, de lhe dar atenção e carinho. Isso não é perdão. É um tipo de separação.

Perdoar é enfrentar de frente a dor e junto com seu marido escrever uma nova história de amor mais forte que a anterior, em bases sólidas de respeito, lealdade, carinho, cumplicidade, fidelidade. Perdoar aqui é lançar no mar do esquecimento do Senhor a traição e não ir lá com um anzol pescá-la. É recomeçar a sua vida e de sua família, sem hipocrisia, mas fazendo tudo o que estiver ao alcance dos dois para se manterem unidos no amor de Deus.


Frutos dessa opção:


Testemunho do poder do perdão que vem de Deus. Família restaurada que certamente servirá de exemplo para tantas outras. Conhecimento do amor num outro nível. Vida alegre, sem ressentimentos, quebra de cadeias de ódio e rancor.


Filhos entendendo e vivenciando princípios bíblicos.


Lembrei agora de uma música muito antiga da Cristina Mel que diz assim:

“Quando tudo anda bem o mar é de rosas, feições logo se revelam sempre a sorrir. Meros fatos escolhidos, razões pra se encantar. Mas quando alguém te ferir ou te desagradar não te deixes abater. Mostre o DEUS que há em ti”


Sabe qual o DEUS que há em ti minha irmã, meu irmão? É o Deus que perdoou nossos pecados, é o Deus que vem perdoando nossos pecados desde Adão e Eva, é o Deus que perdoou Davi quando ele cometeu adultério e assassinato, é o Deus que mandou seu Filho Jesus para nos libertar, redimir e nos salvar.

Portanto, concluo que a decisão de perdoar uma traição é a decisão de seguir o exemplo de Jesus ou não.

Autoria: Paula Brites
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